Pesquisadores conseguem teletransportar fótons a 97 Km de distância
16 de maio de 2012 – 18:00

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Xangai, na China, conseguiu bater o seu próprio recorde de teletransporte de fótons. Os pesquisadores conseguiram fazer com que esses fótons desaparecessem e fossem …

Continue lendo »
AutoGuru

Brasil

Jogos

Móvel

Notícias

Home » Destaque

Review: Motorola Xoom

Submitted by on 1 de junho de 2011 – 13:30

Interação

Clique em +1 e Curtir acima para nos ajudar a promover este artigo.

Quando a Motorola resolveu nos enviar uma unidade do Atrix com o seu Lapdock, ficamos pensando: “E o Xoom?”. Um dia depois um motoboy chegou aqui na redação do TechGuru com uma caixa que trazia dentro dela o tablet em questão, foi aí que começamos a notar o que o Android 3.0, ou Honeycomb, está querendo mostrar para o mundo com um sistema operacional especialmente desenvolvido para tablets. Ele é o primeiro tablet no Brasil com este sistema operacional e pela primeira vez podemos ver em terras brasileiras um concorrente que está na mesma altura do iPad 2, será? Vamos dissecá-lo para vocês.

Como fizemos no review do Atrix/Lapdock, não vamos ficar comparando o tempo todo o tablet com o iPad 1 e 2, já que este artigo vai tratar exclusivamente do primeiro tablet com o Android 3.0 e também o primeiro tablet que perde a cara de smartphone esticado que o Galaxy Tab tem. Isso significa que seremos totalmente imparciais, olhando o aparelho com apenas ele na mente e não pensando em alguma comparação. A única parte em que vamos comparar, é na fotografia, pois a navegação não é justa, já que o Xoom roda Flash, coisa que os iPads não fazem e isso torna a navegação dos iOS bem mais rápida.

HARDWARE

Diferente do Atrix, este aparelho da Motorola não tem aquela cara de fragilidade que o plástico nos dá. Ele é feito de alumínio e tem apenas a parte superior em plástico, onde ficam os falantes, câmera, flash, botão de liga/desliga e as antenas do aparelho. O processador que roda dentro do tablet é o poderoso Tegra 2 da Nvidia com seus dois núcleos rodando a 1 GHz. A versão que recebemos tem 32 GB de espaço e acessa internet por meio de conexão 3G.

Nas laterais do tablet você não encontra praticamente nada, apenas os botões de volume que ficam no lado direito do Xoom. Na parte de baixo dele, há conexões para o dock (vendido separadamente), carregador de parede, porta microHDMI e micro USB, já na parte superior há espaço apenas para o fone de ouvido. Infelizmente as portas de dados e para carregar o tablet não se encontram, ou seja, ele não carrega em portas USB, algo que pode deixar muita gente irritada, pois é obrigado a levar mais um cabo quando for viajar.

Como acontece com os tablets que vem com o Android 3.0, ele não tem botão físico algum na parte frontal do aparelho, sendo que todos os comandos de “voltar”, “home” e de exibir os programas abertos, são encontrados no lado esquerdo e na barra inferior do tablet. Mesmo que virtuais, nenhum app fica acima deles. Algo que me chamou atenção foi a localização do botão onde ligamos e desligamos a tela ou o aparelho, há certo padrão em smartphones e tablets que ele fique na parte superior do aparelho, mas a Motorola colocou na parte traseira. É ótimo quando você está utilizando o tablet nas mãos, já que seus dedos sempre ficam próximos do local onde está o botão, mas isso não acontece quando o Xoom está deitado em algum lugar ou no dock. Ponto negativo aqui.

A tela tem 10.1 polegadas vem com resolução de 1280 x 800 pixels e a qualidade das imagens apresentadas nela é incrível. A resposta ao toque é ótima em 95% das vezes que você encosta o dedo na tela, algo que me lembra muito a experiência que tive com o Atrix e até com os dois Milestones, mas neste caso os Milestones ficam mais para trás na sensibilidade da tela. A qualidade de cores é muito grande, mas as vezes o brilho pareceu baixo em alguns momentos. Como é comum em todos os tablets, por sua tela grande, o Xoom suja com extrema facilidade, o que faz com que ao menos a camisa vire um pano para a limpeza constante do aparelho. Este não chega a ser um ponto negativo do Xoom, mas dos tablets em geral, e isso inclui os dois iPads. Para manter a coisa mais limpa, use sempre a camisa ou alguma flanela, mas se você não limpar com frequência, vai precisar de algum produto ou pode ser álcool mesmo, limpa que é uma beleza!

CÂMERAS

Como um tablet não é a melhor forma de tirar foto não vamos ficar falando que a qualidade da câmera é baixa, mas como dissemos lá em cima, o Xoom se sai bem melhor em fotos do que o iPad 2, mas se compararmos com algum smartphone, todos são inferiores. A qualidade desta ainda é um tanto abaixo do que encontrei no Atrix, que você pode conferir clicando aqui.

As cores não ficam muito bonitas e as fotos noturnas são horríveis. Confira algumas fotos abaixo e um vídeo que fizemos com o tablet, o que é estranho, já que sair apontando algo deste tamanho para filmar o fotografar, é bem bizarro.

<

Para assistir o vídeo, que é gravado em sua qualidade original, clique aqui.

Para a câmera frontal, ela não é nada além de uma simples webcam que você está acostumado na sua casa ou trabalho, ou seja, cumpre o que promete quando você vai fazer uma chamada de vídeo com o Google Talk, por exemplo. Mas se você for realmente utilizar esta câmera, lembre-se de apoiar o tablet em algum dock ou case, já que ficar andando e falando não é a melhor maneira de conversar com alguém, você vai acabar caindo em alguma coisa.

COMO É O ANDROID PARA TABLETS?

Se você já usou o Android, vai ficar olhando um pouquinho para tentar se acostumar, já que todo o sistema operacional foi otimizado para que possa ser controlado com muita facilidade em telas grandes e de alta resolução. Infelizmente a Motorola resolveu lançar o Xoom junto do próprio sistema operacional, ou seja, os desenvolvedores receberam as ferramentas para criar aplicativos no mesmo tempo em que o aparelho apareceu nas lojas. Isso significa que você não vai encontrar aplicativos desenvolvidos exclusivamente para o Android 3.0/3.1.

Uma falha grave é que o Android Market nnao foi dividido, como aconteceu com o iPad. A única razão que encontro para isso é que desta forma você não consegue contar com exatidão os poucos aplicativos que temos disponíveis e que são otimizados para a tela grande do Xoom e qualquer outro tablet similar com este Android.

Esta sensação que tive me fez pensar que, talvez a Motorola pudesse esperar um pouco para que os desenvolvedores criassem alguma base sólida de aplicativos para depois lançar o tablet, algo que outras empresas estão fazendo. Algumas coisas são otimizadas no Android 3.0, como os widgets que são realmente pequenas partes do aplicativo que roda no fundo, não só um atalho como aconteceu até hoje e como acontece com todos os sistemas operacionais de tablets (leia-se Android e iOS) famosos. Um exemplo é o widget que dá acesso a seus e-mails, nele você consegue navegar pelas mensagens e tocar na que quer ler, aí sim o app é aberto e você encontra a interface que o Google desenvolveu para seu cliente de e-mail.

É similar ao que o Gmail faz com seu site para tablets, ou seja, lista na esquerda com as mensagens e na direita com detalhamento da selecionada. Ao contrário do que acontece no iPad quando você coloca um app do iPhone, o Xoom trabalha bem com apps feitos para smartphones, não fica aquela tela quadriculada e visivelmente esticada. O que acontece é que os campos aumentam para preencher o espaço da tela, simples. Outro widget que aproveita da tela grande é do Youtube, que você pode passar as imagens dos vídeos em destaque de uma forma bem simples.

Mudar a posição da tela não é algo rápido, é bem mais lento do que encontramos no iPad e isso irrita, já que dois núcleos são muito mais rápidos do que um só, correto? Com mais memória RAM e mais processador, era bom que ele ficasse tão fluído quanto o iPad, mas isso não acontece.

Diferentemente de como acontece no Android para smartphones, quando você toca e segura a tela por mais de dois segundos, aparece um menu que vem de trás da imagem e apresenta as opções de coisas que você pode colocar nas cinco telas iniciais do aparelho. São no total 56 opções de ícones que podem ficar, algo que deixa a tela com a cara de um computador lotado de ícones no Desktop, uma bagunça! Mas aí não é novidade, já que o Android tem esta possibilidade de lotar a tela desde a primeira versão.

Um ponto muito positivo é que o Google fez a interface dos apps abertos muito mais atraente, quando você toca no botão da direita, abre uma lista na lateral esquerda da tela que mostra os último cinco apps abertos e uma tela mostrando onde você parou quando fechou cada um deles. É bonito e útil.

Do lado direito desta barra que abriga os botões que seriam físicos, há o relógio, ícone de bateria, de sinal de rede e a barra de notificações. Este ponto lembra muito o Windows com sua barra de tarefas, deixando o tablet com uma cara mais próxima do computador do que o iPad faz ou que o Galaxy Tab faz. E este sistema de notificações é tão bom, ou melhor, do que é encontrado em smartphones com Android. Tocando no relógio, opções aparecem para regular o brilho, nome da rede sem fio, entrar no modo avião e etc.

ENTRETENIMENTO

Este quesito sempre foi um ponto negativo no Android, ele nunca teve um player decente, mas no Honeycomb a coisa melhorou muito! Os álbuns podem ser exibidos em uma lista que lembra muito o cover flow da Apple, só que melhor e maior, ou você pode listar artistas também e depois os álbuns.

Na parte de vídeos ele não faz muito bem o que a Nvidia prometeu com o Tegra 2, ou seja, enviar vídeo em alta definição (1080p) para uma tela grande com o auxílio de um cabo HDMI. Quando você pega algum app para rodar um vídeo no formato .mkv em 1080p ele trava e perde a sincronia do áudio, a coisa fica boa apenas em 720p. Claro que 720p já é um tamanho de tela grande, mas se o processador promete 1080p lisos, qual o motivo de não entregar?

INTERNET

O navegador que vem por padrão com o Android 3.0 é extremamente competente. Lembra muito o Chrome que temos no computador, pois ele vem com abas idênticas e os botões são muito similares. Isso dá uma sensação mais madura na hora de navegar. Além da aparência, ele é leve. Conseguimos abrir várias abas e trabalhar em todas elas sem um engasgo sequer.

O único problema que encontrei é que mesmo ele tendo todo o jeitão de computador, sites que tem plugins que transformam ele em uma versão móvel também fazem isso com o Android 3.0, é algo lamentável com tamanho poder e tela que o Xoom tem, mas você pode configurar para que estes sites não carreguem páginas mobile, o que deveria vir por padrão.

CONCLUSÃO

Por ser o primeiro tablet com Android 3.0 e ter sido lançado com tanta pressa pela Motorola, ela pode não colher bons frutos neste momento, já que a oferta de aplicativos desenvolvidos para o Xoom é – muito – baixa. Ele tem processador e memória RAM que impõe respeito até em netbooks, mas parece que o Honeycomb ainda não tira muito proveito disso, o que deve mudar com o amadurecimento da plataforma e o crescimento do número de apps disponíveis.

Você deve estar se perguntando se ele é melhor que o iPad 2 e eu digo que depende da sua religião. Este comentário apareceu pois tem muita gente que ama absurdamente a Apple e odeia o Android, e o contrário também, ou seja, se você é fanboy da Apple, vai passar longe de qualquer coisa com cara de robô verde, de é fanboy do Android, vai comprar de olhos vendados. Mas se você não se encaixa nestes dois patamares, digo que em questão de oferta de aplicativos desenvolvidos para uma tela grande e principalmente apps com conteúdo nacional, o iPad sai ganhando. Mas lembre-se que no começo, o iPad também não tinha muita coisa com a bandeira verde e amarela, ou seja, se você acredita que o Android para tablets vai crescer como cresce o de smartphones, compre! A melhor decisão é na hora de sentir os dois nas mãos, ou seja, vá numa loja e pegue os dois, brinque, use e abuse deles, aí sim você consegue sentir a diferença que cada um tem e decidir. Falar qual é melhor é tão difícil quanto decidir quem é melhor entre Fifa e Pro Evolution Soccer.

O Xoom já está sendo vendido pelas operadoras e no varejo por valores em torno dos R$ 1.800,00, o que é abaixo do iPad 2 e acima de muitos netbooks, pense antes de comprar um tablet achando que ele vai te satisfazer como um netbook faz.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...


Deixe seu comentário.